Cinenômade exibe filmes sobre Cristo de Mário Cravo e Rio Verruga em sessão gratuita

Por - 30 de setembro de 2025 - Cultura

Nesta terça-feira, 30, as obras serão exibidas a partir das 19h, no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima. Outras sessões serão realizadas nos dias 7, 14 e 28 de outubro.

Lays Macedo

Nesta terça-feira, 30, a partir das 19h, o projeto Cinenômade realiza mais uma sessão do Ciclo de Memórias do Audiovisual Conquistense. No Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, serão exibidos dois documentários que dialogam sobre território e memória em Vitória da Conquista: “O Cristo de Mário Cravo” (1980), de André Luiz Oliveira; e “Dentro de Mim Passa Um Rio” (2024), de Érica Daniela.

O filme do soteropolitano André Luiz Oliveira mostra o processo de instalação da escultura “Cristo Crucificado”, de Mário Cravo Júnior, no alto da Serra do Periperi. Já a obra de Érica Daniela acompanha o percurso do Rio Verruga, destacando sua importância histórica e social para Vitória da Conquista.

Desde o início de setembro, o projeto vem realizando sessões que revisitam nomes do audiovisual conquistense, como Gildásio Leite e Aurino Cajaíba. Após as exibições, são realizadas rodas de conversa com artistas e pesquisadores, a fim de aprofundar os assuntos abordados nas produções.

Para o mês de outubro, já estão confirmadas sessões nos dias 7, 14 e 28, com a exibição de filmes que abordam a história do cinema e da cultura na região, como “Central Conquista Brasil: Os Sete Dias da Criação”, de Esmon Primo, e “A Coleção Preciosa”, dirigido por Raíssa Coelho e Filipe Gama.

Produzido pelo projeto Cinenômade, o Ciclo de Memórias do Audiovisual Conquistense é um evento independente, com coordenação de Afonso Silvestre, que assina a curadoria ao lado de George Varanese. As sessões acontecem sempre às terças-feiras, às 19h, e têm entrada gratuita.

Próximas sessões

| 7 de outubro |

CENTRAL CONQUISTA BRASIL: OS SETE DIAS DA CRIAÇÃO (Esmon Primo, 2002, 17’51”)

Com roteiro de Marcelo Lopes e Esmon Primo, o documentário narrado por Elton Becker é o registro dos sete dias em que o filme de Walter Salles, “Central do Brasil”, teve partes realizadas em Vitória da Conquista, Bahia, em 1997. A obra concorreu ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1999.

A COLEÇÃO PRECIOSA (Raíssa Coelho e Filipe Gama, 2021, 12’)

Vivendo em Vitória da Conquista, o técnico em refrigeração Ferdinand Willi Flick dedicou mais de cinco décadas a cultivar sua grande paixão: o cinema. A relação entre Flick e a sétima arte resultou em uma impressionante coleção de itens que ele chamava de “Coleção Preciosa”.

| 14 de outubro |

IMAGEM E MEMÓRIA, Episódio 4: Paolo Ricardo Gutiérrez Solis (Janela Indiscreta, 2024, 4’22”)

Episódio de uma série com fala do pesquisador Paolo Gutiérrez sobre a obra do cineasta Gaguinho. A produção faz parte do programa “Imagem e Memória”, da disciplina Memória e Imagem, ministrada pelo Professor Rogério Luiz Silva de Oliveira no Programa de Pós-Graduação em Memória: Linguagem e Sociedade, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.

GAGUINHO, IDÉIA E ‘CORAJO’ (Alice Lacerda Pio Flores, 2015, 13’21”)

Documentário sobre o cineasta Gaguinho, Idalino “Tones” Lima (1943-2010) que, após o término do seu casamento, isolou-se e decidiu ser um cineasta e ativista da cidadania.

TONES LIMA, O DEFENSOR DA FAUNA (Tones Lima, 1999, 69’)

Um dos quatro filmes de Idalino Lima, ou Tones Lima, ou Gaguinho, nascido em 1943 em Tremedal. Passou a infância trabalhando como açougueiro para ajudar a família, casou-se aos 15 anos. O matrimônio durou 35 anos, e a separação trouxe um período de ostracismo, quando ele se isolou em seu sítio. Depois de quatro anos, deixou o isolamento, decidiu que seria cineasta e realizou quatro filmes. 

| 28 de outubro |

TERRITÓRIO DAS CERCAS (Ricardo Fraga, 2021, 25′)

As desventuras de redescobrir-se através do olhar do outro. Dois corpos cobertos por arames farpados, um feminino e um masculino, lutam para se desvencilhar, em diferentes contextos, das cercas sociais impostas pelo que se é esperado para um homem e para uma mulher. As cenas são entremeadas com depoimentos vivenciados.

BICHO (Shirley Ferreira, 2021, 24′)

Dois corpos femininos, de artistas mães, performam representando o processo do parto, ora sendo a mãe, ora a criança, em diferentes ambientes que configuram tanto o desejo de liberdade e respeito aos seus corpos, quanto a brutalidade e a invasão relacionada às violências obstétricas.

*Maria Eduarda Leite é estudante do 8º semestre do curso de Jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) e estagiária do Conquista Repórter.

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