Após nova análise, Sesab descarta caso de Mpox em Vitória da Conquista
Por Mariana Lacerda - 23 de fevereiro de 2026 - Saúde
Caso notificado no Hospital de Base foi reclassificado pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia. Segundo o órgão, existe um único registro confirmado da doença, em Salvador.
Secom/PMVC
O caso de Mpox confirmado em Vitória da Conquista, na última semana, foi reclassificado pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). O diagnóstico foi revisto após exames realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Estado (Lacen) indicarem que a paciente está, na verdade, com catapora (vírus Varicela).
Diante disso, o município não registra nenhum caso da doença até o momento. No estado, apenas um paciente foi diagnosticado com o vírus, um homem, natural de Osasco (SP), que chegou a Salvador com sintomas e foi atendido na cidade. Segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Sesab, outros cinco casos foram descartados até a última sexta, 20.
Após o caso de Conquista ser descartado, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) emitiu uma circular de orientação sobre a vigilância da Mpox no município. O comunicado, direcionado aos profissionais de saúde, tem o objetivo de alinhar o fluxo de atendimento, notificação e monitoramento de possíveis casos.
De acordo com a SMS, desde 2025 não são confirmados casos de Mpox em residentes locais. Quatro confirmações da doença aconteceram entre os meses de setembro e outubro de 2022.
Desses registros, três são de homens entre 24 e 50 anos, que passaram por isolamento domiciliar e foram liberados. O outro caso foi de uma criança de 11 anos, que estava residindo temporariamente em Salvador para tratamento de saúde.
Ao identificar sintomas compatíveis de Mpox, o paciente deve procurar uma unidade de saúde para ser avaliado e, se possível, evitar o contato próximo com outras pessoas.
Em caso de dúvidas, entre em contato com a Vigilância Epidemiológica de Vitória da Conquista pelo telefone (77) 3229-3145.
O que é a mpox
A Mpox é uma doença infecciosa causada pelo Mpox vírus (MPXV), do mesmo grupo da varíola. A transmissão acontece pelo contato direto com secreções, animais silvestres ou com a pele de uma pessoa que esteja infectada, especialmente quando há feridas.
O compartilhamento de objetos pessoais, como roupas e toalhas, também é uma forma de propagação do vírus. Por isso, ao ser diagnosticado, o paciente deve permanecer em isolamento até que as lesões cicatrizem. Esse período pode variar entre duas e quatro semanas.
Além de lesões na pele, outros sintomas da doença são: linfonodos inchados (ínguas), febre, dores de cabeça e no corpo, calafrio e fraqueza. O tratamento é voltado para aliviar esses sintomas e prevenir complicações e, até o momento, não há nenhum medicamento específico aprovado para a Mpox.
Uma vacina contra a doença já está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o Ministério da Saúde, a estratégia de vacinação prioriza a proteção das pessoas com maior risco de evolução para as formas graves da doença, com condições específicas de déficit do sistema imunológico (pessoas que vivem com HIV/aids, por exemplo) e profissionais de laboratório que trabalham diretamente com o vírus.
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