Professora relata lotação e mau atendimento em unidade de saúde do Vila América

Por - 31 de maio de 2024

Segundo educadora, mesmo com a fila extensa, o atendimento foi suspenso por aproximadamente 20 minutos em razão de uma confraternização interna da equipe do posto.

Por volta das 9h50 desta sexta-feira, 31, a professora Edvania Gomes da Silva foi até a Unidade Básica de Saúde Vila América em busca de vacinação para o seu filho. Quando entrou no posto, encontrou um grupo de aproximadamente dez pessoas que esperavam por atendimento. Mas a medida que o tempo passava, a fila aumentava. Eram principalmente mulheres com crianças de colo e idosos que aguardavam na recepção. Depois de alguns minutos, a sala abrigava cerca de 20 pessoas.

No último dia da campanha de imunização contra Influenza, a educadora imaginou que os técnicos da unidade estariam empenhados em vacinar o maior número possível de pessoas, mas não foi isso o que aconteceu. Segundo Edvania, mesmo com a fila extensa, o atendimento foi interrompido por aproximadamente 20 minutos. Ela conta que a sala de vacina foi fechada enquanto os profissionais confraternizavam e se despediam de um dos médicos que em breve deixaria de fazer parte da equipe.

“O rapaz se aproximou das moças que estavam na minha frente e falou alguma coisa. Mas não informou a todos da fila, então eu fui perguntar. Foi quando elas me contaram que tinham sido avisadas que iam parar tudo por uns dez minutos por causa da despedida de um colega”, explica a professora. A justificava gerou insatisfação de quem aguardava por atendimento. Algumas pessoas, inclusive, não puderam esperar pela retomada do serviço porque precisavam retornar aos postos de trabalho.

“Eu acho um absurdo e uma negligência. Hoje em especial eu podia esperar, mas isso não é justo com quem estava ali. As pessoas saem de suas casas e têm horário de trabalho para cumprir, como aquelas que acabaram desistindo na fila. Outras pessoas tinham deixado crianças em casa esperando. Então isso me causou uma revolta”, destaca Edvania, que acompanhava o filho de 12 anos.

A educadora conta que tentou argumentar com o atendente, mas suas queixas não foram bem recebidas. “Eu falei: “não vai fechar não, né moço?”. Ele respondeu: “nós temos direito a dez minutos de café e vamos fechar sim”. Mas aí eu argumentei dizendo que claro, existe o direito ao intervalo, mas não todo mundo ao mesmo tempo para uma despedida, como se não tivesse ninguém no posto. Ele me ignorou e saiu”, afirma.

Depois da suspensão do serviço para a despedida do integrante da equipe, a vacinação foi retomada por volta das 11h. Quando Edvania conseguiu vacinar o filho e foi embora, muita gente ainda aguardava por sua vez. “Muitas vezes as pessoas são submetidas a uma situação dessa e nem percebem que estão sendo negligenciadas. Mas eu falo por todos que estavam lá e passaram por isso”, finaliza a professora.

Foto de capa: Edvania Gomes da Silva.

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