Memória de terreiros conquistenses é tema de catálogo fotográfico

Por - 6 de dezembro de 2021

O evento de lançamento do projeto será realizado nesta sexta, 10, no Memorial da Câmara Municipal de Vitória da Conquista. De acordo com o professor Itamar Pereira, o catálogo "é um instrumento de combate aos preconceitos e discriminações religiosas".

Resgatar e registrar a memória dos terreiros localizados em Vitória da Conquista, terceira maior cidade da Bahia. Essa é a intenção do projeto ‘Egbé – catálogo fotográfico dos templos afro-brasileiros’, que será lançado nesta próxima sexta-feira, 10, em um evento que acontece no Memorial da Câmara Municipal, às 18h30. A iniciativa reúne fotografias, dados históricos e outras informações sobre 33 terreiros conquistenses.

De acordo com a jornalista Thaís Pimenta, coordenadora executiva do projeto, o catálogo “dá visibilidade a um patrimônio cultural que, muitas vezes, é invisibilizado com o discurso de que o município [de Vitória da Conquista] é a ‘Suíça baiana’, que é uma cidade evangélica, espírita e católica”. Ela considera ‘Egbé’ uma obra pioneira, que pode se desdobrar em outras ações. “Ele [o catálogo] mostra a força das religiões afro-brasileiras em Conquista”, disse.

Além de Thaís, quem também colaborou com o desenvolvimento do projeto foi Itamar Pereira de Aguiar, doutor em Ciências Sociais e professor na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). Para ele, a iniciativa é uma importante aliada na luta contra o preconceito vivido cotidianamente pelo povo de santo na cidade.

Foto: Divulgação/Egbé.

“É um instrumento de combate aos preconceitos e discriminações religiosas, uma mostra de elementos de cultura que integra a identidade local”, afirmou o professor Itamar na apresentação do catálogo. A construção de ‘Egbé’ contou ainda com a participação de Alex Sander, responsável pela curadoria fotográfica, e de fotógrafos voluntários.

O catálogo foi criado por iniciativa do Instituto de Desenvolvimento Humano e Ação Comunitária (IDAC), com patrocínio do Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Promoção à Igualdade Racial (Sepromi), e apoio da UNEGRO e do deputado estadual Fabrício Falcão (PCdoB).

Foto de capa: Divulgação/Egbé.

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